Hoje, 31 de julho de 2010, é o dia do aniversário do garoto Potter. Criado por J. K. Rowling em 1980, hoje faz 30 anos. Harry Potter foi um sucesso quando eu ainda era pequena e nem sabia ler. Agora, é uma paixão, uma característica que marcou a minha infância, assim como o rock do anos 80 marcou todos os adolescentes daquela época.

Há passagens muitos especiais para mim nos livros. Leia e relembre um pouco a história do bruxinho.
HARRY POTTER E A PEDRA FILOSOFAL
pág. 179 à 181.
[...] Virou-se. Seu coração batia com muito mais fúria do que quando o livro gritara - porque não vira somente a própria imagem no espelho, mas a de uma verdadeira multidão por trás dele.
Mas o quarto estava vazio. Respirando muito depressa, ele se virou lentamente para o espelho.
Lá estava ele, refletido, parecendo branco e assustado, e lá estavam, refletidos às suas costas, pelo menos outras dez pessoas. Harry espiou por cima do ombro - mas continuava a não haver ninguém mais. Ou será que eram todos invisíveis também? Será que estava de fato em um aposento cheio de gente invisível e o truque desse espelho é que ele refletia tudo, invisível ou não?
Olhou para o espelho outra vez. Uma mulher parada logo atrás de sua imagem sorria e lhe acenava. Ele esticou a mão e sentiu o ar atrás dele. Se ela estivesse realmente ali, ele a tocaria, pois suas imagens estavam muito próximas, mas ele pegou apenas ar - ela e os outros só existiam no espelho. Era uma mulher muito bonita. Tinha cabelos acaju e os olhos - os olhos são iguaizinhos aos meus, Harry pensou, acercando-se um pouco mais do espelho. Verde-vivo - exatamente do mesmo formato, mas então reparou que ela estava chorando, sorrindo, mas chorando ao mesmo tempo. O homem alto, magro, de cabelos negros, parado ao lado dela abraçou-a. Usava óculos e seu cabelo era muito rebelde. Espetava na parte de trás, como o de Harry.
Harry estava tão perto do espelho agora que seu nariz quase encostava em sua imagem.
-Mamãe? - murmurou. - Papai?
Eles apenas olharam para ele, sorrindo, e lentamente Harry olhou para os rostos das outras pessoas no espelho e viu outros pares de olhos verdes iguais aos seus, outros narizes como o seu, até mesmo um velhote que parecia ter os mesmos joelhos ossudos que ele - Harry estava olhando para sua família, pela primeira vez na vida.
Os Potter sorriram e acenaram para Harry e ele retribuiu o olhar, carente, as mãos comprimindo o espelho como se esperasse entrar por dentro dele e alcançá-los. Sentiu um dor muito forte no peito, em que se misturavam a alegria e uma terrível tristeza.
Quanto tempo esteve parado ali, ele não sabia. As imagens não esmaeceram e ele continuou mirando-as até que um ruído distante o trouxe de volta ao presente. Não podia ficar ali, tinha de encontrar o caminho de volta para a cama. Com esforço, desviou os olhos do rosto de sua mãe, sussurando "Eu volto" e saiu depressa do aposento. [...]